Kardec e o Espiritismo

Homem de espírito empírico e racional, pensamento vigente em sua época, Rivail, ao entrar em contato pela primeira vez com os fenômenos espirituais, procurou observar-lhes as características lógicas.
Não poderia ser diferente quando um amigo, Sr. Fortier lhe revela que, em certa casa, as mesas não eram apenas girantes, mas também falantes.
A primeira reação de Rivail foi constatar a veracidade do fato.
Ele era profundo conhecedor do Magnetismo e, como outros observadores e magnetistas, acreditava que os fenômenos eram apenas manipulação de fluido magnético.
Quando frente a frente com os fatos, o perspicaz professor logo observou com seriedade o que muitos utilizavam como passatempo.
Fruto de suas árduas pesquisas e profundo estudo, esse extraordinário pesquisador concluiu que a causa inteligente por trás daqueles fenômenos, era os espíritos dos que já haviam partido, deduzindo, assim, as leis que regem esses fenômenos.
A partir daí, trouxe todo um corpo de doutrina, explicitado na Filosofia Espírita, plena de conhecimento superior, esperanças e consolações.
Com essa percepção, Rivail, futuro Allan Kardec, passou a frequentar inúmeras reuniões, levando perguntas sistematizadas sobre diversos problemas, às quais os Espíritos respondiam com “precisão, profundeza e lógica”. Em casa do Sr. Roustan, 30 de abril de 1856, a médium Japhet lhe transmitiu a primeira revelação positiva da missão que teria de desempenhar.
Humildemente Kardec recebeu uma página do Espírito de Verdade que lhe confirmava as dúvidas de ter sido escolhido para tão grandiosa missão.

“Confirmo o que foi dito, mas recomendo-te discrição, se quiseres sair-te bem. Tomarás mais tarde conhecimento de coisas que podes triunfar, como podes falir. Neste último caso, outro te substituiria, porquanto os desígnios de Deus não assentam na cabeça de um homem.”

Segue-se o trabalho e a 18 de abril de 1857 é finalmente lançado O Livro dos Espíritos contendo a base para a Doutrina Espírita, as Leis Morais, Esperanças e Consolações.

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